domingo, 31 de janeiro de 2010

29/01/2010 (na falta de um título melhor)


Cara, até agora pouco eu estava no show mais FODA da minha vida, com certeza. Assistir Forfun já salva o rolê, mas ver o show inteiro lá de cima do palco, esticar com os holders, roubar vááárias coisas (a lista de músicas do show, aaaaltas brejas, uma palheta do cabelo Vitor) realmente foi demais! A única coisa que estragou mesmo foi a CRIANÇADA que não sabe curtir show.
Deixe-me recordar: derrubaram o mac do pirú, o mic do Danilo (2 vezes), ocorreram 64135165 invasões de palco. Mas enfim, suave é suave será! Queria pedir desculpas pra Bea, pra Pézots e pro Handa por não ter ido embora com eles, me iludindo achando que ia pro camarim (realmente eu ia!), a produção do hangar esculachou. Mas na moral, aquela porra é nossa! Altos free vermelho com o grande Shelter, dia 4 tem mais Forfun no hangar, talvez.
Escrevi este post no meu jumper-book autografado pelo Danilo, pelo Digo e pelo Vitor, são 01:37 e eu estou dentro do V. dos Remédios/8003 (o último, diga-se de passagem). Realmente fui um jumper voltando pra casa hoje!




Galerinha, desculpem o texto random desse domingo. Mas coisas nosense fazem parte da vida! Haha. Por um minuto me senti postando em um blog de jovens normais e sadios, agora voltemos a rotina.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Nossa Matrix Pessoal


Ai ai, vamos lá galerinha, eu tô meio com a cabeça na lua e totalmente estranho hoje, mas tudo bem, agente supera esse tipo de coisa... NOSSA (estou sentado na laje de casa) que lua linda!
Ontem eu estava indo para um workshop do trampo quando comecei a reparar numa coisa: como nós nos isolamos de quem está próximo a nós, não é?
Durante o longo dos nossos dias, nós criamos mundos (iguais aqueles do tíbia) e vivemos neles, quantas vezes durante uma viagem de ônibus você esqueceu de quem estava do seu lado e começou a pensar nos seus problemas e tal? (antes que atirem em mim, não estou dizendo que isso seja errado tá?!) Mas eu notei que isso tem se tornado (pelo menos é o que eu vejo aqui em São Paulo) uma coisa presente no nosso dia-a-dia, nós estamos nos tornando extensões do nossos chars no second life, tíbia, mafia wars e etc. Vivemos algo simulado, sabem, simulamos amizades, aptidões, sorrisos e sentimentos, vivemos na Matrix que nós mesmos criamos, interessante né?
Muita gente diz não ter entendido o filme Matrix, vou dar uma explicada básica, veja se isso acontece na sua vida: a Matrix é uma forma que as máquinas que tinham inteligência artificial criaram para controlar a mente humana, nos transformando em baterias com a duração de uns 70 anos, conveniente não é? Agora vou fazer um paralelo da Matrix com a nossa vida real, tudo bem? Você nasce num contexto formado, cresce aprendendo o que o governo manda, depois de 11 anos na escola (e só depois mesmo) você tem direito de escolher o que você quer aprender, mas nesse meio tempo (esse é o meu caso) você começa a trabalhar (essa é a hora que uma das máquinas colhe você e te transforma em bateria) e depois você procura alguém pra namorar, e depois casa, e depois você se vê com 65 anos nas costas, um aposentado (nossa esse é quase o tempo de durabilidade de uma das baterias humanas, alguém está vendo alguma relação?). Aí é quando aparecem os mocinhos, os caras marotos, usando roupas marotas, falando de um jeito maroto, certo?
ERRADO, você pode perceber que durante a sua vida, desde quando você era bem pequenino,havia alguém lá te ensinando como fazer as coisas de uma forma certa ou diferente, certo? (agora estamos chegando onde eu queria)
Na sexta feira, eu estava andando pela Paulista enquanto ia para o workshop em SBC (FIM DE MUNDO !) e vi muitas coisas que me fizeram refletir, pessoas ostentando coisas que tem, para impressionar pessoas que nem os conhecem, outros vivendo sua vida só por existir, e eu estava lá, feliz por sentir a chuva cair sobre mim, olhando como uma criança olha para uma vitrine de doces ou brinquedos, tentando achar algo que eu pudesse levar pra casa, quando de súbito, eu me lembrei de algo que tinha pensando no ônibus: as pessoas tendem a olhar para o lado que estão viradas. Esta é a parte que você olha e pergunta: "WTF, o que você quer dizer com isso Zero?" Simples, o que estou tentando dizer com esse post é que as pessoas só se importam com o que elas estão acostumadas a ver; como você quer cobrar de alguém algo que ele não conheça ou nunca tenha visto, ou como você quer que uma criança saiba escreva seu nome, se ela sequer sabe o que é uma letra?
É isso que eu costumo dizer: para mudar o padrão de vida primeiro precisamos mudar o padrão de pensamento, nossas existências as vezes se limitam àquela pequena realidade que conhecemos como vida.
Neste momento você deve estar pensando "aonde esse cara quer chegar com essa baboseira toda?", eu simplesmente quero chegar no ponto onde eu te faça perceber que o ser humano é uma apenas extensão daqueles que estão a sua volta, que nós devemos tentar expandir nossos horizontes e mirarmos um pouco mais alto SEMPRE, eu quero realmente chegar na parte em que todos nós percebamos que vivemos uma realidade limitada pela nossa pequena compreensão de ser, e que cada um de nós achemos a “Raison D’etre” (só coloquei isso porque eu gosto dessa musica, é do Nightmare) ou seja nossa razão de ser. Eu acho que é por isso que eu escrevi esse texto.
É isso aí pessoal, não sei porque eu voltei a falar do Matrix de novo...MAAAAAAAAAAAAAAAAS TUDO BEEEEEEEEM (CARA ESSA LUA TA REALMENTE LINDAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA)
Daqui a pouco o mano Chico vai dar uma revisada no texto e se falei alguma besteira me xinguem, se vocês gostaram, comentem e se não gostaram, comentem também
ABRAÇOS
SAYONARA ^______^

Chico: revisei o texto, todos #oremos enquanto o mano zero uiva para a lua.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Tanto aqui como em Roma

Cara, são 8:45 e eu não tenho idéia do que postar. Achei melhor começar logo cedo, já que hoje não vou parar um minuto hihi. Primeiro, eu queria dar os parabéns (atrasado) pros aniversariantes dessa semana que está acabando hoje: Grande guitar-god Aryan, Giih, Marilinds, Gregory, Flavão, um abraço a todos! Chega de mimimi e vamos ao post.
Ontem comecei meu dia simplesmente indignado quando li que a linha de ônibus que eu pego toda santa manhã seria simplesmente desativada a partir do dia 30/01 (amanhã). É totalmente ridículo você começar a pagar mais ainda na tarifa, e logo em seguida desativarem seu ônibus. Na folhinha que estava pregada no ônibus estava escrito "mais informações no site da sptrans", lá eu não encontrei nada, então entrei num chat de dúvidas da própria sptrans, o atendente simplesmente falou que não tinha essa informação e me mandou eu ligar no 156, lá eu fiquei 10 minutos com uma música (digamos que no mínimo irritante) no ouvido, até que a linha caiu, droga :(. Então eu parti pra ignorancia: fiz uma busca no deus-rei google sobre a desativação de linhas e também não encontrei nada (e olha que eu sei brincar com keywords para notícias). Será que estão tentando abafar todo o caso?


Todas as informações que eu consegui a respeito foram pelo querido boca-a-boca do nosso Brasil (AKA fofoca), então não vou falar mais nada sobre isso. Enfim, mas a nossa querida mídia que tanto se gaba por oferecer um serviço de utilidade pública eficiente sequer noticiou o cancelamento das linhas. Há algo errado.
Assim como na Roma Antiga, todo o nosso desgraçado Brasil é regido a base do “panem et circenses”, ou pão e circo em português, primeiro vou contar a história:
SENA Cena do filme Gladiador.
Com um grande êxodo rural, Roma teve uma explosão urbana. Esse crescimento gerou vários problemas sociais, e o imperador, com medo de uma revolta do povo criou a política do "pão e circo". Essa politica consistia em entreter o povo, para que não se percebesse o que era feito "por baixo do pano". O método mais comum eram haver lutas diárias de gladiadores no Coliseu, e durante as lutas eram distribuídos alimentos e dinheiro. Pausa.
Vamos fazer de conta que chega alguém revoltado (mais do que eu), vira e fala: "- Ah, mas não temos mais gladiadores nem distribuições de dinheiro no nosso país.
Não temos? Os nossos coliseus de hoje são, por exemplo, os estádios de futebol, conheço muita gente que não sabe nem o nome da rua de casa, mas sabe de cór os ultimos n resutados de jogos do Timão (usei apenas como um exemplo, não quero discutir futebol aqui). Se pensarmos mais profundamente vemos que é pior: para nos entretermos hoje não precisamos nem sair na rua, assistimos tanta TV que nos vestimos igual ao carinha da malhação, pensamos igual aquela mulher do BBB, temos o carro do ano que passa todo comercial, etc. Liguem a TV em pleno domingo e me digam, passa algo interessante na TV aberta? Eu vejo um gordo que só quer ouvir a própria voz (vulgo Faustão) no canal 5, um programa que só passam coisas idiotas e vulgares conhecido com Pânico na TV no canal 9 (idiota é quem imita eles na rua, esperto são eles que faturam CA$H até entupir o... nariz), no canal 4 então... É estamos em Roma mesmo, tem um velho de terno com um microfone no peito jogando dinheiro pro público como se estivesse alimentando os porcos. Preciso falar mais alguma coisa?
Quase ninguém está ligando que o ônibus aumentou, que nos passamos por gado todo dia pra ir trabalhar... O que importa é quem foi pro paredão no BBB, a roupa que a Flavia Alessandra estava usando no último capítulo da novela, enfim.... O desativamento das linhas sequer passou nos jornais (me corrijam se eu estiver errado), e alguém está preocupado com isso?


Galera, vou pro rolezinho, o post ta incompleto, por favor deixem sugestões, um abraço!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Escolhas.

E aí pessoal, tudo bem? Me desculpem por não ter postado nos dias certos, é que eu fico doente com muita facilidade, e novamente eu estava passando MUITO MAL e o mano Chico postou no meu lugar (Domo Arigatou Chico-Kun!) mas agora atenhamo-nos ao texto.
Eu em mais uma das minhas brisas me peguei pensando em algo que me tira a paz algumas vezes, não só a minha mas a de nós todos, você sabe do que eu estou falando?
Eu estou falando das malditas ESCOLHAS!
O que é escolher? É apenas decidir entre duas ou mais coisas e fazer preferência por uma delas! Mas o grande problema das escolhas é que, algo que supostamente tinha valor sempre acaba sendo deixado de lado, e você infelizmente perderá a oportunidade (e alguém poderá aproveitar ela no seu lugar, o que de fato é mais triste ainda). Mas as pessoas se esquecem de algo super importante com relação às escolhas, as consequências das mesmas.


Como eu digo, nem todo mundo vai se encontrar sentado numa sala com um negão usando uma roupa de couro (mais cara que a minha casa), e um pince-nez (mais caro que a minha casa e minha mobília e o carro do meu pai) lhe oferecendo uma pílula vermelha e uma azul. O mais glorioso nisso tudo é que as vezes nós achamos que só as “grandes” escolhas nos trarão grandes consequências, mas é ai que nos ferramos, porque as pequenas escolhas tendem a sofrer uma metamorfose e ficarem gigantes e assim nos gerar problemas GIGANTESCOS
Nestas últimas semanas tenho me encontrado em belas encruzilhadas, agora estou em uma bifurcação na qual tenho que me decidir se eu continuo do jeito que sou, ou se mudo.
Bem, eu sei que se eu mudar haverão consequências que me farão querer voltar, e se eu continuar do jeito que sou será mais confortável para mim, mas também sei que haverão muito mais situações que me farão querer mudar.
Eu realmente não sei o que fazer nas vezes que me confronto com esse tipo de situação, nesses casos fico esperando ter uma epifania, ou até mesmo uma TEOfania, pois eu fico perdido, meio que inconsciente comigo mesmo, e sempre que possível pergunto para alguém que tenha mais conhecimento na área que me traz duvida, o que normalmente me ajuda.
Agora estou em uma que eu não realmente o que escolher, e não tenho quem me ajude (espero que Deus me ajude). Mas como Morpheus disse ao Neo: "Eu posso lhe mostrar o caminho, mas quem vai trilhá-lo é você"  Espero encontrar alguém que me ajude a encontrar esse caminho e a resposta, mas sakas, acho que nesses casos os amigos são as melhores coisas que temos... Mas isso já foi tema de outra postagem.
Mas é isso aí pessoal acho que ficou meio sem nexo esse texto (acho que são AS DORGAS os remédios que eu to tomando )
O mano Chico daqui a pouco vai revisar (já revisou) o texto, se falei alguma besteira me xinguem, se vocês gostaram do texto, comentem e se não gostaram, comentem também XD
SAYONARA ^___________^

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

I am Jack's wasted life.

Bem, este é o meu terceiro post seguido (pela segunda vez em menos de uma semana), acho que vocês não aguentam mais ver minha cara, melhor posts meus do que nada (ou não), certo? Vou tentar falar um pouco sobre o filme Clube da Luta (disponível na locadora ou camelô mais próximo de você, pra quem nunca assistiu ou quer ver de novo). Acho que terá um pouco de spoiler, então se você não quer ter sua sessão estragada recomendo que assista o filme e volte mais tarde.

"Eu folheava catálogos e me perguntava: que tipo de jogo de jantar me defina como pessoa?"
Uma pessoa normal e tediosa, consumista ao extremo. Tudo para ele eram marcas, e ele vivia o lixo da sua vida de uma maneira compulsiva e luxuosa. Talvez por isso ironicamente o narrador não tivesse um nome. Era atormentado pela insônia todos os dias, sempre buscava uma maneira de acabar com aquilo.
Basicamente, essa era a sua vida inútil e sem nexo, não tinha amigos, não tinha família, sua maior alegria era comprar uma nova camisa de marca ou trocar o piso de seu apartamento. Tudo para ele no mundo era descartável, como num hotel: sabonete descartável, pasta de dente descartável, pessoas descartáveis...
"Quando você tem insônia, você nunca está realmente adormecido... e você nunca está realmente acordado."
Sua vida apenas se passava naquela paranóia de não haver uma diferença entre sonho e realidade, as coisas aconteciam como se apenas passassem por ele, era uma pessoa inteligente sim, mas desperdiçava todo seu potencial trabalhando numa seguradora de carros, viajando sem parar. Indo numa consulta ao médico ele finalmente encontra uma luz.
O narrador finalmente consegue dormir tranquilo após começar a ir em grupos de apoio, pois lá as pessoas o ouviam, o abraçavam... Como era bom poder conversar com as pessoas, escutar elas, ao invés de simplesmente esperar a sua vez de falar. Não tinha nenhum tumor, nenhuma doença, mas mesmo assim frequentava assiduamente os grupos... Tinha somente a ânsia de viver melhor, poder chorar para alguém e ser compreendido, ser amado...
Quando tudo estava indo bem ele descobre que tem um tumor também... Seu nome é Marla Singer, "aquela ferida no céu da boca que cicatrizaria se você simplesmente passasse de passar a língua nela", como ele próprio dizia. Sua própria mentira era estampada nela, pois os dois fingiam ser doentes apenas para irem aos grupos, com Marla ali ele não conseguia mais tirar proveito deles, e sua vida voltou a ser a mesma miragem que sempre havia sido, aquela realidade abstrata sem um discernimento entre sonho ou realidade.
Em meio a uma de suas viagens de negócios, o narrador conhece Tyler Durden, que era exatamente o oposto a ele: uma pessoa totalmente desapegada ao material, que vivia totalmente por impulsividade e detestava a sociedade moderna. Então algo acontece: primeiro o narrador perde sua bagagem, com todas as suas roupas caras, e em seguida seu apartamento num incêndio. Enfim, toda a sua vida estava naquele apê, e ele havia perdido tudo.
Sem ter aonde ir, primeiro ele pensa em recorrer a Marla, mas se vê ligando para seu novo "amigo descartável" Tyler, eles saem juntos para beber, depois de muitas cervejas o narrador ainda não encontra coragem para pedir a Tyler um lugar para dormir, então eles saem para fora do bar, e Tyler pede para o narrador lhe bater, o que depois de muita insistência ele acaba fazendo, assim nasce o Clube da Luta.
Eles acabam indo morar juntos, e, em uma casa caindo aos pedaços em que nada funcionava o narrador começa a perceber o que realmente ele era. Através da dor de uma queimadura química provocada por Tyler, o narrador é liberto de si mesmo "E então, algo aconteceu. Eu deixei pra lá. Perdido no esquecimento. Escuro e silencioso e completo. Eu encontrei a liberdade. Perder todas as esperanças era liberdade." E então cada vez ele ia mais largado para o trabalho, cada vez mais machucado e mais sujo do que antes. Toda segunda apareciam mais hematomas nele, mas lutar todos os sábados realmente o fortalecia, tanto mental como fisicamente.
Logo o Clube da Luta cresce e se transforma numa grande organização subterrânea com regras (mesmo sendo só oito), Tyler ensina todos a odiarem o sistema, a odiarem seus empregos, e a odiarem o consumismo dos dias de hoje. Cada dia mais e mais pessoas se associavam à esse clube, então com o tempo Tyler começa a passar lições de casa para todos os membros, uma forma de se dar conta da realidade. Uma das lições que eu acho mais interessante é a em que todos tem que arrumar briga com um desconhecido na rua e perder, nós evitamos lutar até o último minuto, sempre procuramos outra saída ao invés de enfrentar de frente nossos problemas, mas as vezes o único jeito é encarar de frente e lutar.
"Eu vejo no clube da luta os homens mais fortes e inteligentes que já viveram. Vejo todo esse potencial, e vejo ele desperdiçado. Que droga, uma geração inteira enchendo tanques de gasolina, servindo mesas, ou escravos do colarinho branco. Os anuncios nos fazem comprar carros e roupas, trabalhar em empregos que odiamos para comprar as porcarias que não precisamos. Somos uma geração sem peso na história, cara. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Grande Guerra. Nem uma Grande Depressão. Nossa Grande Guerra é a guerra espiritual... Nossa Grande Depressão são as nossas vidas. Todos nós fomos criados vendo televisão para acreditar que um dia seríamos milionários, deuses do cinema, e estrelas do rock. Mas nós não somos. Aos poucos vamos tomando consciência disso. E estamos muito, muito revoltados."
Tyler provoca esse sentimento de revolta em todos os integrantes, e acaba formando outra organização: o Projeto Destuição. Maior e mais articulada que o Clube da Luta, eles começam uma verdadeira revolução underground, até o dia em que um integrante morre em combate, então o Narrador se dá conta do que estava acontecendo. No Projeto Destruição ninguém tinha nome, mas aquele homem morto ali começara a ter... Seu nome é Robert Paulsen, um herói. O narrador então começa a tentar impedir que o Projeto Destruição continue, indo atrás de Tyler. Tyler parece sempre estar um passo a frente, formando novas unidades do Projeto Destruição e do Clube da Luta por toda a parte.
Até que ocorre uma reviravolta, o narrador descobre que ele e Tyler são a mesma pessoa. Tudo que havia acontecido, tudo que Tyler havia passado... Na verdade havia sido ele quem tinha feito tudo, mesmo sem controlar. Então ele descobre o grande plano: demolir os prédios das empresas de crédito para gerar um colapso geral no sistema financeiro (acho isso muito digno, pra quem tiver bastante nitroglicerina sobrando e algumas caminhonetes, recomendo ir dar um passeio na Faria Lima). Mesmo sabendo de tudo, ele não consegue impedir que o plano ocorra, pois o Projeto Destruição operava através de células independentes uma da outra, e estavam infiltrados até na polícia. Então Tyler aparece e eles brigam, e Tyler, se definindo com a frase "Sou livre de todas as maneiras que você não é.", acaba vencendo aquela luta. Bem, no final...
Vou ser um pouquinho chato e não vou contar o final do filme, mesmo já revelando 90% do que acontece, vou deixar por conta da imaginação de quem não assistiu esse fim. Tá, tomem vergonha na cara e comprem o filme original em alguma loja, ele sai na faixa de 15 reais. Este é um dos únicos filmes que eu tenho o DVD original filmes que eu mais gosto, com certeza estaria no meu Top-10 de favoritos, se eu tivesse um. O mais interessante é que o filme muda cada vez que você assiste. É, as coisas mudam conforme a percepção (ou humor), colega.
Eu queria encerrar esse post com a frase que o Tyler fala: "As coisas que você possui, acabam possuindo você.". Vamos usar ela no nosso dia-a-dia, vivermos menos à beira do consumismo, se basear menos em marcas e na tv. Que todos nós possamos por um minuto se desligar do BBB e ir ler um livro. Nem que seja o livro de colorir dos teletubbies. Revista Capricho não vale (sem ofensas).
Normalmente eu citaria algumas fontes, mas as duas únicas foram o próprio filme e o wikiquote, as frases do filme realmente são marcantes!
Como eu quebrei a primeira e a segunda regras do Clube da Luta (nunca, jamais, fale sobre o clube da luta), provavelmente daqui a algumas horas virão garçons e faxineiros arrancar minhas bolas, me desejem sorte. Enfim, se gostaram da minha análise porca comentem, se odiaram comentem também, se ficaram com preguiça de ler voltem para o prézinho tenham um bom dia [risos], desculpem o texto kilométrico, a minha ignorância, a minha SENA e o meu terceiro post seguido. Tenham um ótimo restinho de semana, que ninguém perca os móveis com algum alagamento em SP e obrigado pela visita! :)